Páginas

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Vai renovar aluguel em junho? Saiba negociar

Na soma de 12 meses, encerrando a contagem em maio (2011), o Índice Geral de Preço – Mercado (IGP-M), que reajusta a maioria dos contratos de aluguel no País, acumulou alta de 9,77%. Significa que os contratos de locação reajustados com base nesse índice, com vencimento em junho, terão acréscimo de quase 10%.
Para quem pretende renovar o contrato de locação, negociar é uma ótima prática. A começar, o IGP-M não é o único índice que pode ser utilizado para reajustar aluguel. Também podem ser utilizados o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor – Amplo (IPCA), que no mesmo período de 12 meses, acumularam alta em torno de 6,5%.
Sendo o IGP-M o indexador apontado no contrato, negocie com o proprietário do imóvel para substituí-lo. Faça o mesmo se decidir mudar do imóvel, e celebrar um contrato novo.
Algumas imobiliárias (algumas, não muitas) praticam para os reajustes dos contratos de aluguel a média aritmética dos principais índices (IGP-M, IPCA e INPC). Pode não ser o ideal, mas o resultado, pelo menos nos últimos três anos, vem se mostrando menor do que quando é utilizado unicamente o IGP-M. Será a segunda carta na manga para a negociação, caso o primeiro argumento não seja aceito.
Um bom auxiliar para a negociação é o conhecimento sobre o mercado de locação, na região onde está o imóvel. Pesquise junto às imobiliárias sobre preços, tempo médio em que os imóveis ficam desocupados, se há muitos imóveis para alugar e tudo o mais que permita somar argumentos para a negociação.
Um dos grandes argumentos para negociar está em você mesmo. Sendo um inquilino pontual e cuidando corretamente do imóvel – no que lhe cabe, certamente o proprietário quer a sua permanência. A negociação, quando bem encaminhada, traz benefícios tanto ao locatário, como ao locador.

fonte r7.com

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Número de corretores de imóveis aumenta

A expansão do mercado imobiliário brasileiro e especialmente em Campinas tem atraído os olhares de investidores que querem aproveitar a fase de constante valorização que o segmento oferece. O crescimento também chama a atenção de profissionais que, atentos à expansão, estão mudando de suas áreas de atuação para a corretagem de imóveis buscando conquistar essa fatia de mercado.
Segundo dados do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP), o interesse pela atividade é percebido pelo aumento no número de inscritos, que superou os 100 mil em 2010 e também pela migração de profissionais de outras áreas, como engenheiros, jornalistas, advogados e médicos. Atualmente cerca de 78% dos inscritos no Creci-SP têm formação universitária em outras áreas.
O mesmo levantamento feito pelo Conselho revela que em relação a 2008, os anos de 2009 e 2010 apresentaram um aumento de 46% no número de inscritos no Creci-SP. “O crescimento deve-se ao investimento das empresas do mercado imobiliário em profissionais capacitados e também pelo reconhecimento que a atividade de corretor de imóveis tem conquistado”, afirma a delegada regional do Creci-SP, Sandra Catarina.
O diretor do Grupo HomeHunters, que atua no mercado de venda, locação e administração de imóveis em Campinas, Mauro Vanti Macedo, disse que a média mensal de remuneração que um corretor trainee, novo na carreira, recebe é de R$ 3 a 4 mil reais. “Como temos um plano de carreira, o profissional inicia como trainee e após o período de experiência passa para assessor imobiliário, onde a média mensal é de R$ 7.600 reais”, afirma. Os assessores imobiliários plenos têm uma média salarial de R$ 10 a 11 mil reais. “Já os líderes de equipe e gerentes têm renda mensal acima de 15 mil reais”, complementa.
Para Mauro Macedo, o motivo principal da mudança de áreas profissionais com curso superior para o setor de corretor de imóveis está em função da remuneração com relação às comissões de intermediação, de venda e locação de imóveis, atrelado ao fato de que a profissão está ganhando um certo status.
Mauro Macedo é um exemplo de profissional que mudou de área de atuação. Ele deixou a sua carreira de engenheiro agrônomo há 16 anos e resolveu investir na área de corretor de imóveis nos Estados Unidos. “Eu também deixei a minha carreira há 16 anos e vim para essa área, e vendi vários imóveis na Flórida e em Miami e era muito gritante quando eu deixei a minha carreira. O status do corretor é muito forte nos Estados Unidos. As imobiliárias ranqueavam o número de profissionais de outras áreas que deixavam as carreiras para complementar o quadro da empresa, então era comum ver empresas americanas com folders dizendo o nosso quadro de corretores tem 27% engenheiros, 23% advogados e 15% médicos. Eu vi isso há 16 anos nos Estados Unidos e hoje isso está acontecendo aqui no Brasil”, avalia.
Macedo atuava em uma multinacional e, em determinadas situações, orientava estrangeiros na empresa que precisavam colocar-se em Campinas. “Percebi um nicho no mercado e resolvi investir na profissão de corretor”, conta. A previsão do diretor é que o mercado de imóveis continue aquecido pelos próximos 10 anos, gerando boas oportunidades profissionais.
As Universidades, bem como os cursos de especialização, já oferecem formação específica para os profissionais que pretendem atuar na área de imóveis. Atualmente 15 universidades no Brasil oferecem o curso superior em Gestão de Negócios Imobiliários e cerca de 15% dos corretores de imóveis no Brasil possuem a formação. Em Campinas, por exemplo, o curso de Administração da Pontifícia Universidade Católica (PUC), oferece o curso sequencial de Gestão de Negócios Imobiliários. Na avaliação de Mauro Macedo o aumento do número de profissionais com formação superior atuando no mercado faz com que estes profissionais por serem mais esclarecidos tenham um poder de argumentação para a venda e de convencimento do cliente muito maior. “Há um ciclo virtuoso e uma profissionalização acontecendo nesse contexto, uma vez que a profissão está sendo mais reconhecida com pessoas de maior nível e com nível superior entrando na área. Uma vez que você tem pessoas com esse perfil elas vaso poder prestar um melhor serviço, vão ter um melhor entendimento da área imobiliária e os clientes consequentemente serão mais bem atendidos e com profissionalismo vão se sentir mais seguros ainda para estarem usando corretores e boas empresas para fazerem a intermediação”, diz.
Fábio Morellis é outro exemplo que migrou para o setor de corretor de imóveis. Atuando há oito anos no setor, Fábio é administrador e advogado. Durante seis anos atuou como advogado na área de direito civil com causas familiares envolvendo inclusive o ramo imobiliário. “Alguns anos eu fui convidado por um amigo proprietário de uma imobiliária a desenvolver um setor, que na época era um departamento de administração de condomínio. Nesse momento eu tive contato com o dinamismo do mercado imobiliário e em contrapartida a burocracia e a morosidade do judiciário, então nesse momento eu me animei, fiquei conhecendo melhor esse mercado e optei pela migração”, conta.

De corretor imobiliário a consultor de negócios

Os fenômenos de globalização e da Era da Informação têm impactado significativamente os vários setores da economia, dentre eles, a atividade imobiliária. O Brasil, diante de um mercado aquecido e com um panorama promissor, por conta de eventos importantes relativos à Copa do Mundo, em 2014, e Jogos Olímpicos, de 2016, está bastante otimista com as excelentes perspectivas oferecidas ao segmento imobiliário, que deve movimentar os setores de habitação, hoteleiro, comércio e afins.
Neste cenário, com o inevitável crescimento desse ramo de negócio e as mudanças de posicionamento que o tornam ainda mais atraente, os profissionais, que atuam ou querem atuar na área, precisam encontrar o seu diferencial competitivo. Sabe-se que nos últimos dois anos, cresceram em 100% as solicitações de registro nos Conselhos Regionais de Corretores de Imóveis (CRECI) do País.
A escolaridade exigida para a profissão é de no mínimo o Ensino Médio (2º Grau), mas nem sempre foi assim. Antigamente qualquer cidadão podia ser corretor imobiliário, bastava querer, mas a Lei 6.530/78 determinou regras para o exercício da profissão e mais tarde, em 2000, passou-se a exigir, dos candidatos a se tornarem responsáveis pela compra, venda ou locação de um imóvel, o registro do CRECI e, para obtê-lo é necessário ter concluído o Curso de Técnico em Transações Imobiliárias.
Mas será que apenas isso é suficiente para garantir a qualidade do mercado? É claro que não! A formação em curso universitário garante mais credibilidade e dá mais segurança aos corretores de imóveis, durante as transações imobiliárias. Os interessados em se aprimorar na área podem se formar em Gestão de Negócios Imobiliários. Já existem 15 universidades brasileiras que promovem a formação, mas pasmem! Embora existam mais de 200 mil corretores de imóveis cadastrados, apenas 15% têm nível superior. Desses, somente a metade fala e escreve em língua estrangeira.
Infelizmente, esta é a realidade nacional dentro desse universo mercadológico: hoje, profissionais despreparados para os diversos formatos de operações imobiliárias representam uma das maiores dificuldades para a conclusão dos negócios e impedem um melhor desempenho do setor. A desinformação sobre as regras que regem o mercado imobiliário, legais e convencionais, gera insegurança ao cliente inviabilizando o fechamento da operação. Obviamente, não se consegue comercializar um produto que não se conhece bem, nem tampouco atuar em um segmento altamente complexo sem que se tenha total domínio sobre ele.
Os corretores de imóveis necessitam de uma ampla visão do mercado imobiliário incluindo o conhecimento de leis, do zoneamento arquitetura, topografia, marketing, liderança, gestão financeira, negociação e relacionamento  interpessoal. Além disso, precisam ter postura pró-ativa na ampliação de seus conhecimentos, acompanhar as mudanças do cenário global e suas implicações em território local.
Mais que um “farejador” ou um mero intermediador de opções imobiliárias, o corretor deve atuar como um negociador ou consultor de negócios focado na melhor relação custo-benefício para seus clientes. Para ser reconhecido, o profissional qualificado deve ser auto-motivado, comprometido, antenado e estar em constante aperfeiçoamento. Também deve manter-se atualizado sobre as notícias diárias do mercado, sobre as oportunidades oferecidas, conhecer bem a região onde opera e aprender a gerir as situações, como por exemplo, entender a vocação de um imóvel antevendo os riscos e as soluções, antes de apresentá-lo ao seu cliente em potencial. Fidelização é isto: o negócio passa, mas o cliente fica.
Na busca pela excelência, outra ferramenta com a qual esse profissional deve interagir, é a tecnologia. Nos dias de hoje, é impossível trabalhar sem um banco de dados informatizado e atualizado, como um CRM (Customer Relationship Management ou Gestão de Relacionamento com o Cliente). A Internet também é outro instrumento valioso na busca e atualização de informações. As redes sociais são outro exemplo de utilização da tecnologia para manter um networking ativo com pessoas de igual interesse e na ampliação de sua rede de contatos e de negócios.
Lembre-se que o mercado é darwiniano, ou seja, só sobreviverão aqueles que tiverem visão de negócio, priorizando o bom relacionamento e as informações passadas com precisão absoluta e em primeiríssima mão.  Estamos na Era da Informação, na qual o conhecimento e a capacitação são diferenciais capazes de alavancar qualquer tipo de profissão, principalmente, aquelas relacionadas ao segmento imobiliário que, para atuar com excelência, dependem de produtos inéditos e de muita criatividade na atuação.
A principal atribuição do corretor imobiliário é assessorar o cliente para que ele feche o melhor negócio possível, de acordo com a sua necessidade e expectativa. O bom profissional é aquele que está sempre em busca de novos conhecimentos para tornar-se altamente capacitado. Ele deve se envolver em cada caso, conhecer os detalhes ocultos dos  empreendimentos e ter informações seguras sobre o mercado e sobre o seu cliente. O resultado do trabalho ditado pelo padrão de qualidade, ética, competência e profissionalismo será recompensado com o crescimento dos negócios e com o aumento no número de clientes fidelizados.
O agente do mercado imobiliário deve, antes de tudo, saber ouvir o cliente e entender suas necessidades e desejos. Interpretando a vontade do cliente, terá condições de oferecer exatamente aquilo que ele busca, com conhecimento e absoluto domínio do produto que irá negociar. A partir daí veremos a transição entre o corretor dos dias atuais para o consultor de negócios de amanhã.